Risco Químico – Sílica

            No artigo de hoje, falaremos sobre riscos químicos, especialmente o Sílica e os perigos que traz ao trabalhador, higiene ocupacional, os cuidados que devem existir na avaliação de Sílica e alguns detalhes a mais. Esse conteúdo foi desenvolvido com o intuito de te fazer aprender ainda mais a respeito da prevenção de saúde e […]
27 de novembro de 2019

            No artigo de hoje, falaremos sobre riscos químicos, especialmente o Sílica e os perigos que traz ao trabalhador, higiene ocupacional, os cuidados que devem existir na avaliação de Sílica e alguns detalhes a mais. Esse conteúdo foi desenvolvido com o intuito de te fazer aprender ainda mais a respeito da prevenção de saúde e doenças no ambiente de trabalho que contém Sílica.

NOÇÕES BÁSICAS

  • A sílica é um mineral também conhecido como dióxido de sílico;
  • Presente em rochas, areias e quartzo;
  • Bastante utilizado no processo industrial (mineração, construção civil, empresas de cerâmica, empresas de vidro, metalúrgica, jateamento, entre outros);
  • É uma substância cancerígena, presente na Lista Nacional de Agentes Cancerígenos (LINACH).

TIPOS DE SÍLICA

  • Cristalina – Objeto da preocupação de SST;
  • Amorfa – Não há mais limite de tolerância na ACGHI desde 2006

RISCOS

  • A sílica é um risco químico, logo, é fundamental compreender que todo risco químico tem uma característica: ele precisa estar presente no ar. A sílica, no caso, está presente no ar pela poeira, tanto na total, quanto na respirável. A diferença entre elas é que a total é um pouco mais grossa e a respirável é a mais preocupante, pois pode atingir o pulmão e causar uma doença crônica chamada silicose, e consequentemente, fazer com que o trabalhador adoeça, causando dificuldades para respirar e inclusive, o óbito.

HIGIENE OCUPACIONAL

  • A NR-15 trata de sílica quando fala de poeiras minerais no anexo 12, que apresenta, aliás, uma conta para que fique claro o quanto de sílica existe no ambiente de trabalho para ser comparado com o limite de tolerância;
  • A ACGHI de 2019 também já foi liberada, porém, ainda não foi traduzida para o português.

AVALIAÇÃO

  • Para a avaliação contendo sílica é recomendado o uso dos limites de tolerância da ACGIH. Aliás, ela serve para outras avaliações também, não apenas para aquelas que contenham sílica, principalmente se tratando de risco químico;
  • Quando nos direcionamos ao LTCAT, a simples presença da sílica naquele ambiente dá direito ao trabalhador à aposentadoria especial, lembrando que são 25 anos de recolhimento pela empresa, segundo o decreto 30.48 de 1999;
  • A avaliação deve ser focada principalmente em poeira respirável, porque é a causadora da silicose. Daí, a importância de procurar empresas de avaliação que sejam sérias, laboratórios e profissionais competentes, que vão fazer a avaliação, caso a sílica realmente exista no ambiente de trabalho.

MAIS DETALHES

  • Caso haja a possibilidade, evite o uso de sílica no ambiente de trabalho;
  • É indispensável treinar os colaboradores sobre os ricos da sílica;
  • Se o processo industrial tem sílica, por exemplo, os exaustores, é necessário o uso de equipamentos de proteção individual (respiradores, cilindro autônomo, etc.);
  • É imprescindível realizar um acompanhamento da saúde do trabalhador, que deve ser relatado no PCMSO;
  • Também é importante realizar um monitoramento ambiental contínuo.


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