Proatividade e Indicadores SST

O Profissional SST já ouviu falar em taxa de gravidade, taxa de frequência, número de acidentes (com ou sem afastamento), etc. Até aqui tranquilo. Estamos acostumados com esses indicadores. Mas você sabia que esses são exemplos de indicadores reativos? Indicadores proativos e reativos Os indicadores podem ser proativos ou reativos. Para saber o que cada […]
28 de julho de 2022

O Profissional SST já ouviu falar em taxa de gravidade, taxa de frequência, número de acidentes (com ou sem afastamento), etc. Até aqui tranquilo. Estamos acostumados com esses indicadores.

Mas você sabia que esses são exemplos de indicadores reativos?

Indicadores proativos e reativos

Os indicadores podem ser proativos ou reativos. Para saber o que cada um significa, veja a figura abaixo e siga no artigo!

Proatividade e Indicadores SST
Esquema ilustrativo definindo indicadores SST proativos e reativos

Indicadores reativos

Indicadores reativos são aqueles que olham para trás, para o passado. Você registra algo que aconteceu antes e analisa, sem poder intervir, pois é algo antigo. Um exemplo prático: em janeiro, ganhei R$ 2.000,00 e em fevereiro R$ 2.400,00 – posso analisar que ganhei mais, ver qual a diferença, mas não consigo alterar os ganhos em janeiro.

Indicadores proativos

Qual o contrário de indicadores reativos? Seriam os PROATIVOS.

Indicadores proativos buscam prever se uma determinada situação vai ocorrer no futuro. Vamos a mais um exemplo simples para você entender: eu sei que o imposto do carro será de R$ 500,00, pagamento em dezembro. Estamos em agosto. Se eu guardar R$ 100,00 por mês, inclusive em dezembro, sei que ao final desse período poderei pagar. O indicador “valor a economizar por mês” é um indicador proativo da vida real.

Usamos indicadores proativos ou reativos no dia-a-dia da SST?

Nos sistemas de gestão da Segurança do Trabalho (como o GRO ou a ISO 45001) tanto indicadores proativos e reativos devem ser coletados, planilhados e analisados.

Não podemos coletar apenas um tipo de indicador porque eles representam coisas diferentes. O indicador proativo está associado a eventos de prevenção, já o indicador reativo é uma resposta às ações, um diagnóstico do que aconteceu num determinado período, como o número de ocorrência de eventos adversos.

Veja exemplos de indicadores proativos de SST

Vamos ver exemplos de indicadores proativos:

  • frequência de auditorias internas
  • tempo até a implementação das recomendações da auditoria
  • índice de utilização dos EPIs
  • detecção de falhas no inventário de riscos
  • atrasos no plano de ação
  • quantidade de eventos adversos investigados
  • homens-hora treinados
  • indicador de eficácia dos treinamentos

Esses são alguns exemplos.

Cuidados básicos ao usar indicadores

A grande vantagem de usar indicadores para gestão em várias áreas, como a SST, é de ser fácil de visualizar e comunicar. Fale a uma pessoa que está com pressão baixa: ela certamente vai querer saber se está acima ou abaixo de doze por oito (pressão sistólica = 120 mmHg, pressão diastólica = 80 mmHg), pois é o indicador de referência.

Para que esse indicador faça sentido, ele precisa de algumas condições. No exemplo da pressão arterial, a informação deve ser medida e controlada ao mesmo tempo: a pressão arterial de dez horas atrás não representa o momento atual. Mas, e no caso da SST?

O fator tempo vai depender do indicador. “Frequência de auditorias internas”, por exemplo, será um indicador de quantidade (uma, duas, três…) por uma unidade de tempo (por dia, por semana, por mês, por ano). Se eu tive seis auditorias em um ano, eu posso ter o indicador de 0,5 auditoria/mês ou 6 auditorias/ano.

Outro aspecto importante é poder comparar indicadores. Voltando ao exemplo de “Frequência de auditorias internas”, se em 2020 eu tive 0,5 auditoria/mês e em 2021 foram 1 auditoria/mês, eu sei que houve mais auditorias em 2021, e consigo comparar porque o indicador foi coletado e considerado em uma mesma unidade de medida.

Os indicadores precisam ter um motivo de existir, que é apoiar a gestão, facilitando a tomada de decisão em SST, por isso é muito importante que sejam coletados e permitam correta análise. Alguns indicadores proativos precisarão ser combinados a indicadores reativos para essa tomada de decisão, realizando-se análises temporais.

Vamos supor que eu sou responsável por SST em uma empresa e eu quero decidir qual a carga horária dos treinamentos periódicos dos funcionários: as NRs fornecem um mínimo, mas eu acredito ser melhor aumentar essa carga horária. Usando os indicadores de “homens-hora treinados” e o “número de eventos adversos”, posso compará-los em períodos iguais (seis meses, um ano (por exemplo)), ao longo de alguns períodos. Se o número de eventos adversos for menor com mais treinamento, posso considerar aumentar a carga horária, usando os dados, o que será uma medida proativa para eventos futuros.

Esse é apenas um exemplo de gestão que pode ser feita com indicadores proativos em SST, mas existem muitos outros. O importante é sempre cuidar para fazer análises de indicadores medidos sempre da mesma forma, com a mesma unidade e dentro de um mesmo e razoável período de tempo, para que os resultados das análises com os indicadores sejam efetivos para melhorar a SST.

E você, usa indicadores proativos em SST?

Ser proativo significa se antecipar a problemas futuros.

Esses indicadores podem nos alertar para problemas futuros na área SST.

E você, já está usando indicadores proativos na gestão da SST?

Pense nisso!

Para aprender mais

Documentos de segurança do trabalho obrigatórios

NR-33 Espaço Confinado – Guia para iniciantes

NR-35 Trabalho em altura – Guia para iniciantes




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